Um hotel, quatro direções

O plano era provar que viajar por cerveja não precisa de carro. A rede de S-Bahn de Munique vai ao aeroporto, aos lagos e, com uma baldeação, ao mosteiro de Andechs; o ICE chega a Bamberg em três horas e vinte. O resto foi a pé.

O hotel ficava na Schillerstraße, duas ruas da estação central, o que se mostrou mais importante do que qualquer cervejaria da lista. Todo dia começava e terminava na mesma porta, e a mala nunca saiu do lugar.

O Airbräu no aeroporto foi a primeira e a última parada, o que é melhor do que parece: uma sala de brassagem de cobre dentro do terminal, um biergarten sob o teto, e uma cerveja antes do voo de volta que faz a viagem parecer que continua.

O que a versão ferroviária cobra

Duas das três viagens de um dia são curtas e fáceis: Andechs é S-Bahn até Herrsching e ônibus ou quarenta minutos de subida a pé; Aying é S-Bahn até Aying, com a cervejaria a poucas centenas de metros da plataforma. Bamberg é a longa, e vale sair às sete da manhã.

A troca é tempo. Um carro teria somado Aying e Bamberg no mesmo dia e cortado a caminhada; sem ele, o dia tem forma fixa e a cerveja é bebida no ritmo que o horário permite. Em dezembro, com escuro às quatro e meia, essa se mostrou a restrição certa.

Munique no Advento é uma cidade de mercados, e os biergartens fecham. Os que ficam abertos — Augustiner-Keller, Hofbräuhaus, Schneider — enchem de gente que não é turista, que é o motivo de ir em dezembro.