A cervejaria mais antiga da cidade

A data na fachada é 1533, quando o principado episcopal instalou aqui uma cervejaria de cerveja escura. O prédio é mais antigo: uma cervejaria no local é mencionada em 1333, e os arcebispos foram donos do lugar até 1790. O nome vem do mosteiro franciscano que ficava perto, não da cervejaria, que sempre foi uma casa comercial e não monástica.

A produção é de cerca de 4 mil hectolitros por ano, o que é pouco. A maior parte é bebida nos salões e no jardim; o resto vai para um punhado de bares de Bamberg. É a economia do lugar: uma cervejaria do tamanho de uma de vilarejo, no meio de uma cidade de 77 mil habitantes, vendendo cerveja no próprio balcão para quem chega a pé.

Fica no Mühlenviertel, o bairro dos moinhos, onde o Regnitz se divide em canais e corre entre os prédios. A casa é de enxaimel e ocupa a Obere Mühlbrücke, com água dos dois lados. No verão o jardim fica na própria margem, e degraus de pedra descem até o rio, onde as pessoas sentam com um copo. A água ali é um canal de trabalho, com açudes e comportas, e corre rápido.

O que vem no copo

Peça o Schwärzla primeiro. É uma Schwarzbier de cerca de 5%: preta com bordas rubras quando a luz atravessa, suave na boca, mais pão torrado do que café, e seca no final. É a cerveja que a casa foi fundada para fazer, nos séculos antes de a lager clara dominar a Francônia e quase todas as cervejarias esquecerem como se faz cerveja escura.

O resto da linha é curto e antiquado. A Braunbier é a cerveja marrom que dá nome à casa, mais maltada e macia que o Schwärzla. A Bamberger Gold é uma pils com amargor firme, a Braun's Weisse é de trigo, e há uma Bock de outubro a maio. No Zwickel também se pede a cerveja de cave não filtrada, e há uma defumada que ganhou medalha de ouro.

A cozinha não tenta competir com a cerveja. Assados com Klöße, linguiças, uma Brotzeit de pão, manteiga, rabanetes e queijo, e no verão um menu mais curto no jardim. Os preços são os de um salão de cervejaria, o que em Bamberg significa menos que um restaurante da Hauptstraße e mais que um quiosque. Ninguém vem aqui pela comida, e ninguém sai decepcionado com ela.

Achar a porta

Obere Mühlbrücke 1–3, cinco minutos rio acima desde o Altes Rathaus, pela margem esquerda do Regnitz. A entrada é fácil de passar sem ver, porque é uma porta numa fileira de casas de moinho, e não uma fachada de loja com placa. Procure a casa baixa de enxaimel, com o beer garden atrás e os degraus que descem para a água.

Abre de quarta a domingo, a partir das duas da tarde nos dias de semana e das onze nos fins de semana, e fica fechado na segunda e na terça. O jardim funciona de maio a setembro. Chegue às três de uma quarta e o salão é seu; chegue às sete de um sábado e vai dividir a mesa, o que é a versão melhor de qualquer jeito.